Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Agricultura biológica versus convencional - produtividade?

Mäyjo, 30.04.14
A discussão sobre a produtividade dos sistemas agrícolas, comparando a agricultura dita convencional com a agricultura biológica, já pouco tem de novo. Os estudos e argumentos que pendem para ambos os lados são muitos, mas mesmo que a agricultura convencional fosse "mais produtiva", a que graves custos isso é feito? 
Este é o assunto do artigo de Cyril Dion publicado há dias no Magazine Kaizen, do qual se apresenta abaixo a tradução de alguns parágrafos (ver também o post "Agroecologia: o futuro da agricultura")


O biológico é realmente menos produtivo do que o convencional?

Imagem obtida no artigo referido

«O argumento está muito bem estabelecido e enraizado nas mentes de todos. Se não mudamos maciçamente para a agricultura biológica na França e em todo o mundo é porque "nós não poderíamos alimentar o mundo."

Nos últimos anos, estudos, contra-estudos, proclamações e desmentidos sucedem-se. A tal ponto que se torna difícil ter uma ideia clara e suster uma posição. Para além de capelas e ideologias, vejamos concretamente o que se passa.
...
 
Assim, num relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 8 de março de 2011, Olivier De Schutter, relator especial da ONU para o direito à alimentação , explicou: "As evidências científicas atuais demonstram que métodos os agroecológicos são mais eficazes do que o uso de fertilizantes químicos para estimular a produção alimentar em regiões difíceis onde se concentra a fome. Até ao momento , os projetos agroecológicos em 57 países em desenvolvimento levaram a um aumento no rendimento médio de 80% das colheitas, e com um ganho médio de 116% nos projectos em África. " Isso o leva a concluir que: "A agroecologia pode duplicar a produção de alimentos em regiões inteiras dentro de 10 anos, reduzindo a pobreza rural e contribuindo com soluções para as alterações climáticas." Números que podem surpreender à luz do primeiro estudo citado .
 
Mas Olivier De Schutter está focado em áreas onde frassa a fome (apesar de experiências citadas na França e na Alemanha) e onde o nível de mecanização é bastante reduzido. No mundo inteiro, 28 milhões de agricultores possuem um trator, 25 milhões usam a tração animal e 1250 milhões de agricultores umsam apenas as suas mãos para trabalhar a terra. No entanto, para obter rendimentos tão elevados, a agricultura convencional baseia-se no desempenho tecnológico e energético (combustíveis fósseis maioritariamente), e também agronómicos. A agroecologia, tal como a permacultura, baseiam-se nos serviços prestados pelos ecossistemas, e são muito mais eficazes em contextos onde a mecanização é limitado. E são bem mais pertinentes para lutar contra as alterações climáticas, erosão, poluição da água, dos solos e dos alimentos, e, claro, contra a fome. Num contexto de escassez de petróleo barato, crescimento das dívidas dos agricultores, de fortes constrangimentos ecológicos e de crise económica global, é muito mais realista apostar nestas técnicas, tanto no Norte como no Sul, ao invés de imaginar equipar a totalidade dos agricultores do mundo com tratores, máquinas para a colheita, OGM, fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos de todos os tipos ...»
...
 
E depois?
 
Em resumo, a agroecologia e a permacultura já são mais eficientes em pequenas áreas e particularmente relevantes em países pouco mecanizados e onde a segurança alimentar não é garantida. Como agricultura biológica no seu conjunto, elas fornecem uma maior garantia de sustentabilidade e de resiliência a longo prazo. Dadas as limitações que enfrentamos, seria benéfica a difusão destes métodos no nosso país, acompanhada por mudanças estruturais nos circuitos de produção, distribuição e consumo. Poderia perguntar-se por que não fazemos esta mudança de rumo. Talvez porque, como disse Olivier De Schutter "apesar do seu incrível potencial na realização do direito à alimentação, a agroecologia é ainda insuficientemente apoiada por políticas públicas ambiciosas e, portanto, ainda mal ainda ultrapassou a fase experimental". Então, cidadãos, aos jardins!»

Marca britânica cria tendas de campismo coloridas alimentadas a energia solar

Mäyjo, 29.04.14

Marca britânica cria tendas de campismo coloridas alimentadas a energia solar (com FOTOS)

 

Um antigo apresentador da MTV, Rob Bertucci, criou uma alternativa às tendas de campismo convencionais. O modelo de Bertucci, as Bang Bang Tents, é colorido no exterior e no interior e possui um painel solar integrado que permite carregar equipamentos electrónicos.

A ideia do antigo apresentador surgiu da necessidade que sentia sempre que ia a festivais de verão de encontrar a sua tenda no meio das restantes e de poder carregar o seu telemóvel. As tendas criadas por Bertucci geram electricidade suficiente para alimentar computadores, telemóveis, câmaras e colunas, para permitir aos festivaleiros continuar com a festa noite dentro, refere o Inhabitat.

As Bang Bang Tents foram projectadas num modelo para quatro pessoas e estão disponíveis em seis padrões diferentes. Foram concebidas para possuírem durabilidade e facilidade na montagem e resistem a chuva intensa ou ao calor intenso.

As tendas estão equipadas com um painel solar que pode ser colocado num bolso exterior da tenda. O painel de cinco volts alimenta acumulador de lítio que tem um adaptador USB, que permite carregar dispositivos de baixa voltagem. As tendas estão à venda online, por cerca de €300.

A piscina natural mais perigosa do mundo

Mäyjo, 28.04.14

A piscina natural mais perigosa do mundo (com FOTOS)

A piscina natural de Jacob’s Well, em Wimberley, Texas (Estados Unidos) é provavelmente a mais perigosa do mundo. O local é incrivelmente belo e tem atraído milhares de curiosos e mergulhadores ao longo das décadas, mas a sua perigosidade já provocou oito mortes nos últimos anos.

“A água é limpa e os rapazes que vê na foto estão apenas um metro debaixo dela”, explica Carl Griffin, um fotógrafo amador de 56 anos responsável pelas imagens que publicamos nesta notícia.

Segundo Griffin, os mergulhadores adoram explorar o sítio, apesar do risco e das várias tentativas das autoridades em evitar que eles entrem na caverna subaquática.

A boca da nascente tem quatro metros de largura e uma profundidade de aproximadamente dez metros. Depois, ela estende-se e transforma-se numa das maiores grutas subaquáticas do Texas, chegando aos 40 metros de profundidade.

“Para quem não está a mergulhar, esta nascente é muito agradável e pode ser utilizada por todos”, explica Griffin.

 

in: Green Savers

Os 2.300 locais insubstituíveis da vida selvagem

Mäyjo, 27.04.14

Os 2.300 locais insubstituíveis da vida selvagem (com FOTOS)

Uma equipa internacional de cientistas acabou de concluir uma lista de locais insubstituíveis para a sobrevivência da vida selvagem, um documento que engloba mais de 2.300 habitats únicos e que pode ajudar Governos e ONG a tornar as actuais reservas e parques naturais em lugares mais eficientes.

Na lista, Portugal está representado por cinco locais, todos eles na ilha da Madeira: três ligados à floresta Laurissilva (na foto), o Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira e o Parque Natural da Madeira.

“As áreas protegidas só podem desempenhar o seu papel na redução da perda da biodiversidade se foram geridas de forma eficiente”, explicou Simon Stuart, presidente da Internacional Union for Conservation os Nature’s Species Survival Comission. “Dadas as limitações dos orçamentos dos conservadores, os Governos deveriam prestar especial atenção à gestão da eficiência das áreas insubstituíveis”.

Na lista, Angola e Moçambique estão representados, cada um, por seis locais, e o Brasil tem 247 locais identificados.

O estudo revela 2.178 áreas protegidas e 192 locais propostos, estando as regiões colocadas por ordem de importância na preservação da vida selvagem. A lista tem ainda 78 “locais extremamente insubstituíveis”, que detêm a maioria da população de cerca de 600 espécies de aves, anfíbios e mamíferos.

 

Veja a lista final do projecto e, abaixo, alguns dos locais mais importantes para a biodiversidade global.

 

1.Parque Nacional de Manú. Peru

2.Refúgio Ildlife do Havai, Estados Unidos

3.Western Ghats, Índia

4.Parque Nacional Khao Sok, Tailândia

5.Parque Nacional e Natural da Sierra Nevada de Santa Marta

6.Reserva de biosfera Sian Ka’an, México

7.Reserva Natural Tsingy de Bemaraha, Madagáscar

8.Alpes Apuanos, Itália

9.Parque National da Gronelândia Nordeste, Dinamarca

10.Parque Nacional Tsavo East, Quénia

 

Foto:  Porto Bay Trade / Creative Commons

Como seria Londres hoje se os mamarrachos de betão fossem aprovados?

Mäyjo, 26.04.14

Nos últimos 50 anos, a cidade de Londres já aprovou e rejeitou dezenas de planos para alterar as suas ruas e zona central. Muitas deles, que datam desde 1954, propunham a substituição de edifícios históricos por grandes construções de betão, para fins residenciais e comerciais.

Muitos desses planos nunca viram a luz do dia, mas vários artistas britânicos pegaram nesses planos esquecidos e usaram tecnologia digital para criar vistas alternativas da cidade. Esta outra realidade, que poderia ser hoje um pesadelo urbanos, pode ser visitada na exibição daEnglish Heritage.

Muitas destas propostas foram elaboradas entre os anos 50 e 70, quando os edifícios de betão estavam na moda. Felizmente, a maioria dos projectos foram rejeitados – segundo a exposição, porém, há projectos fantásticos que também ficaram para trás.

Segundo os artistas, a zona do Soho poderia ser hoje um conservatório gigante, um edifício com 24 andares e rodeado de canais. Covent Garden, em 1968, esteve perto de se tornar na meca do betão, e a famosa Carnaby Street seria hoje um complexo de campos de ténis.

Outras das ideias levou Sir Leslie Martin, que desenhou o Royal Festival Hall, a propor demolir todos os edifícios victorianos e eduardianos de Parliament Square, incluindo os ministérios do Tesouro, Negócios Estrangeiros e da Guerra.

Os artistas argumentam que Londres foi salva, durante estas décadas, por uma legislação de planeamento urbano muito restrita e activistas empenhados em manter o centro de cidade com a sua arquitectura original.

Na verdade, muitos dos designers e arquitectos londrinos do pós-Segunda Guerra Mundial tentaram mudar o aspecto da cidade nas décadas seguintes, aproveitando a destruição e degradação dos anos 40. Felizmente, e ao contrário do que se passou noutras cidades europeias, o bom senso imperou.

 

Como seria Londres hoje se os mamarrachos de betão fossem aprovados? (com FOTOS)

Pág. 1/7